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Bom Jesus do Amparo

Região das riquezas

História e Palavra do Prefeito

História de Bom Jesus do Amparo

 

O português Coronel João da Motta Ribeiro, no início do século XIX, estabeleceu-se na região que atualmente constitui o município de Bom Jesus do Amparo. O ciclo do ouro ainda não havia se esgotado e, aos poucos, João da Motta Ribeiro estabeleceu o seu local de trabalho e aglomerou alguns escravos. Em pouco tempo tornou-se um dos cidadãos mais respeitados da região, o que fez com que se casasse com a filha do Capitão João Teixeira Alves, Maria de Jesus Teixeira, de quem herdou uma fazenda. A fazenda pertencente ao coronel João da Motta começou a ser construída em 1800 e foi terminada em 1815. Como era grande a distância entre a propriedade e a freguesia mais próxima, foi construída em suas terras uma capela dedicada ao culto de Nossa Senhora da Conceição, com os santos e púlpitos pintados em ouro. Com a morte do coronel, em 3 de maio de 1835, a fazenda transferiu-se para seu filho João Pedro Augusto Teixeira da Motta, o qual teve a idéia de edificar uma capela (que posteriormente se tornou Matriz), auxiliado por Manuel da Motta Teixeira, Joaquim Camilo Teixeira da Motta, Pedro Augusto Teixeira da Motta, juntamente com os Teixeira Dias, os Dias Duarte e Antônio Vicente de Oliveira.

O terreno no qual foi edificada a igreja foi adquirido pelo coronel João da Motta Teixeira que o doou à Igreja Matriz, tendo início a construção em 1841 e o término em 1848. Com a construção da Igreja iniciou o aglomerado da freguesia que recebeu o nome de Senhor Bom Jesus do Amparo do Rio São João. Esta se instalou em 1858, de acordo com a lei nº. 898, e em 4 de junho do mesmo ano, passou a pertencer ao município de Santa Bárbara. Anteriormente, em 1842, pertenceu a Caeté. O sustento para o aglomerado de pessoas advinha da fazenda que, somente no eito, tinha 200 homens empregados. Aquela era encimada por três mirantes. Havia na casa muitas dependências reservadas a hóspedes, sala de música, sala de reza, senzala, etc. Ainda existia uma biblioteca que chegou a possuir 3.500 volumes.

Atualmente, a fazenda é tomabada pelo IPHAN. Mas ainda na época a família de Motta Ribeiro doou uma porção de terra ao Senhor Bom Jesus, de quem era grande devota. Fizeram, então, vir de Portugal uma imagem do santo adquirida na cidade de Amparo. Por isso adquiriu o primeiro nome citado acima. Ainda hoje a cidade conserva a imagem que se encontra a matriz. Pelo decreto nº 1058 (1944-1948), o distrito foi desmembrado do município de Santa Bárbara, passando a pertencer ao município de Barão de Cocais. Pela lei nº 1039 de 12 de dezembro de 1953, Bom Jesus do Amparo foi elevado à categoria de cidade, desmembrando-se de Barão de Cocais. Bom Jesus do Amparo possui dois filhos ilustres: Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta e o vionilista e compositor Mozart Bicalho.

História de Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta

Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta nasceu em Bom Jesus em 16 de julho de 1890. Aos 29 de junho de 1918, foi ordenado sacerdote por Dom Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana. Foi eleito Bispo titular de Algiza, auxiliar do arcebispo de Diamantina, Dom Joaquim Silvério Souza, em 29 de julho de 1932, e sagrado por Dom Antônio dos Santos Cabral, arcebispo de Belo Horizonte, em 30 de outubro de 1932. A 16 de dezembro de 1935, foi nomeado arcebispo de São Luís, no Maranhão, assumindo o governo eclesiástico no dia 27 de abril de 1936. Em 1944 foi nomeado arcebispo metropolitano de São Paulo, tomando posse da arquidiocese, por procuração, aos 7 de setembro do mesmo ano. Também naquele ano tomou posse efetiva de sua nova arquidiocese. No Consistório de 18 de fevereiro de 1946, o Papa Pio XII o criou e publicou Cardeal Presbítero da Santa Igreja Romana, do título de São Pancrácio. Em 19 de abril de 1964 é transferido da arquidiocese de São Paulo para a arquidiocese de Aparecida, onde toma posse no dia 29 de junho daquele mesmo ano. Durante os 18 anos que esteve à frente da arquidiocese de Aparecida, Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta deu provas patentes de seu amor ‘a Virgem Mãe de Deus. Uma delas foi seu empenho na construção da nova Basílica de Nossa Senhora Aparecida, sem dúvida sua maior obra. Faleceu em 18 de setembro de 1982 em Aparecida/SP, onde se encontra enterrado.

História de Mozart Bicalho

Já Mozart Bicalho nasceu em 16 de dezembro de 1901, filho de Virgílio Cruz Bicalho e Cássia Dias Bicalho. Aprendeu a tocar violão, com seu pai aos 8 anos de idade. Foi um dos pioneiros em violão sendo o 1º violonista a tocar em rádio no país, brilhou por mais de 50 anos em sua carreira artística, e em 1929, gravou o seu primeiro compacto. Começou a estudar violão aos 15 anos de idade, apenas ouvindo seu irmão. Em 1920 residiu no asilo São Luiz, na Serra da Piedade, onde foi vigário auxiliar de Dom Carlos Carmelo Vasconcelos Motta, talvez seja este o motivo de sua grande fé cristã, tanto que durante muito tempo manteve contatos pessoais com muitos padres, monsenhores e bispos da Igreja Católica. Em 1923, de Belo Horizonte foi transferido para Rio de Janeiro, quando começou a se especializar em violão, quando teve acesso pela primeira vez a partituras e músicas. Por vários anos prestou serviços militares como músico, quando em 1932 tornou-se Major Músico. Mozart Bicalho sempre priorizou a simplicidade. Em 1943 retornou a Minas Gerais, quando começou a compor músicas para vários municípios, e suas músicas acabavam se tornado Hino Oficial. Somente no Circuito do Ouro compôs para 8 municípios. E para sua terra Natal, Bom Jesus do Amparo, através da lei nº 266 em 29/12/1972 compôs o Hino Oficial do Município, com a qual homenageou Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, um de seus mais humildes conterrâneos. Em 1952 retornou a Belo Horizonte, inaugurando uma escola de violão, que contou com mais de 1.000 alunos. Esta ilustre escola teve fim em 1969, quando um pavoroso incêndio destruiu a escola e sua residência. O Músico Mozart Bicalho, em sua ilustre jornada, fez mais de 2000 composições, entre hinos, choros e valsas, como: Gotas de Lágrimas, Alma de Artista, Marcha Odeon, Mariuns, Evocação, Serra do Caraça, etc. Mozart Bicalho, faleceu aos 85 anos, em 08 de janeiro de 1986, sendo que em sua vida, sem vícios, nunca teve uma doença grave.

Palavra do Prefeito

 

A nossa cidade tem um potencial turístico enorme, só temos que potencializar as ações da política pública do município para atrair investimentos no setor, fazendo com que a cidade de Bom Jesus do Amparo - MG torne-se roteiro certo dos turistas que queiram conhecer Minas Gerais e suas delícias naturais!!!

Pedro dos Santos Moreira
Prefeito Municipal