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Caeté

Regiao das tradições

História e Palavra do Prefeito

História de Caeté

 

Em fins do século XVII e início do XVIII, com a difusão das notícias sobre a riqueza das minas, ocorreu uma enorme entrada de forasteiros na região do atual estado de Minas Gerais, gente oriunda das mais longínquas paragens, que tinham o principal intuito minerar. Todo tipo de gente corria para as minas em busca de ouro. Esta enorme população de aventureiros espalhou-se pelos “córregos do ouro”, dando origem a aglomeração que tinha aspecto improvisado nos morros à beira dos rios em que se encontram as descobertas mineiras.

Imbuídos da certeza de que o ouro encontrado nas minas era infindável, levou a cabo uma exploração cada vez maior, como podemos observar pelo relato de Saint Hilaire nos tempos em que percorreu as minas de ouro.

Os primeiros mineiros exploravam apenas as faisqueiras nos córregos e ribeirões. Utilizando pratos de estanho e gamelas de madeira, recolhiam pequenas porções de cascalhos nos córregos rasos ou até mesmo, em alguns casos, revolviam com paus pontudos os leitos dos rios, descobertos no período de estiagem, e com os próprios dedos catava os grãos de ouro. A quantidade de ouro, no entanto, seria cada vez menor, pois, o ouro aluvial foi rapidamente esgotado, sendo necessário o uso de outras técnicas para se explorar o metal alojado nas encostas dos morros. O episódio da Guerra dos Emboabas, entre paulistas e renóis, teve em Caeté alguns incidentes que contribuíram para o seu desencadeamento. O principal deles teria sido quando o regente dos Rios das Velhas, Borba Gato, teria fixado uma ordem na porta da igreja de Caeté dando 24 horas para que Manoel Nunes Viana se retirasse da localidade. Nunes Viana mandara arrancar o edital. Este incidente aconteceu principalmente em Vila Nova da Rainha (atual Caeté) e saíram vitoriosos os Emboabas, sob direção de Manoel Nunes Viana, aclamado governador de Minas.

Este conflito alertou as autoridades portuguesas da necessidade de criação de uma estrutura administrativo e fiscal das minas. Em 1709, foi criada a capitania de São Paulo e Minas do Ouro para a qual se nomeou como governador Antônio de Albuquerque. O governador criou a Vila do Ribeirão do Carmo em 1711, onde instalou a capital da nova capitania.

A 29 de janeiro de 1714, o capitão-geral Dom Brás Baltasar da Silveira determinou que fosse criada a vila no distrito de Caeté, sob o topônimo de Vila Nova da Rainha, no intuito de criar aparatos que contivessem o estado caótico em que o distrito vivia. Seria esta criação, uma forma de introduzir a justiça para o regime e dar a cada um o que fosse seu e o castigo a quem o merecesse. Posteriormente, a decadência do minério aurífero fez com que a vila fosse suprimida, tendo sido restaurada por força da lei nº171, de 23 de março de 1840. Foi elevada à categoria de cidade através da lei nº 1258 de novembro de 1865.

Em 1894, João Pinheiro funda a Cerâmica Nacional em Caeté, sendo esta a primeira indústria de Caeté, que a partir dessa iniciativa, obteve rápido progresso.

Em 1926, José da Silva Brandão, fundou na cidade a Companhia Ferro Brasileiro que foi classificada entra as cinco maiores indústrias da América do Sul na área de fundição.

Com o fechamento das empresas, a cidade caiu em decadência econômica e atualmente sobrevive da agricultura e pequenas empresas, com a maioria de seus jovens trabalhando em Belo Horizonte. O turismo, principalmente o rural e o de aventura é visto como uma nova vocação econômica da cidade e vem crescendo o número de restaurantes e pousadas.

O município ocupa 542.7 km2, e é composto pelos distritos da Antônio dos Santos, Morro Vermelho, Penedia e Roças Novas. Sua população é estimada segundo o Censo do IBGE do ano de 2009 de 37.000 pessoas, divididas entre a zona rural e a zona urbana.

Palavra do Prefeito


Primeiramente, gostaria de externar toda minha consideração com a Associação das Cidades Históricas, entidade que tenho o prazer de ser vice presidente.

Falar do turismo em Caeté é falar de suas igrejas, paisagens, cultura, monumentos, museus, cachoeiras. É também falar de seu povo, acolhedor, amigo e que adora um ‘dedo de prosa’. Nossa cidade tem uma arrecadação, ainda, aquém daquela que gostaríamos para poder dar ao nosso turismo, o valor que ele necessita. Vejo o setor com um enorme potencial, precisamos fazer com que os investidores, os empreendedores percebam esta potencialidade. Precisamos de parceiros da iniciativa privada que venham para Caeté, que vejam como nós, o grande potencial de nossa cidade. Sempre estivemos de portas abertas, e temos incentivado e apoiado todas as iniciativas.

Hoje, vivemos a grande expectativa da chegada da Vale no nosso município, com o Projeto Apolo. Temos a esperança que com o aumento de nossa arrecadação possamos alavancar alternativas para o turismo local, dotando a cidade de uma infraestrutura ainda melhor. Temos também, em 2010, o Jubileu de Ouro, comemoração de 50 anos da proclamação de Nossa Senhora da Piedade como padroeira de Minas Gerais, além dos grandes investimentos no Santuário da Serra da Piedade, que vai gerar um incremento em nosso Turismo.

Mais uma vez relato, todo nosso esforço e trabalho pelo desenvolvimento de nosso setor turístico. E, aproveitando, faço aqui um convite aos empreendedores do turismo, que venham investir e acreditem em nosso potencial, que é verdadeiro e com certeza muito rentável. Nossas portas estarão sempre abertas!

Ademir da Costa Carvalho
Prefeito Municipal de Caeté