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Congonhas

Região das artes

História e Palavra do Prefeito

História de Congonhas

 

Congonhas do Campo, cujo nome adveio da planta congonha, a exemplo de toda a margem do Rio Paraopeba, começou a ser povoada como alternativa de produção de alimentos, em face da tremenda fome dos primeiros anos do século XVIII, nas proximidades das jazidas auríferas. Os mineradores famintos instalaram-se na região onde acabaram por encontrar mais ouro. Alguns historiadores afirmam que seus fundadores foram portugueses da Bandeira de Bartolomeu Bueno que, por volta de 1691 a 1700, povoaram a Vila Real de Queluz (hoje Conselheiro Lafaiete). Imperava na época o espírito de aventura, resultado da descoberta de ouro no território de Minas Gerais, em 1693. Nesta época, o ouro era encontrado nos rios, vales e encostas. Ávidos lusitanos queriam converter em realidade o sonho de deparar com um redentor depósito aurífero. Muitos se fixaram na Vila Real de Queluz e outros saíram em busca de ouro, fundando novos arraiais e organizando núcleos populacionais às margens do Rio Maranhão.

Uma das primeiras lavras trabalhadas na região do Vale do Paraopeba foi a de Congonhas do Campo, na qual fincaram um cruzeiro e o denominaram como Arraial Redondo. Pouco tempo depois passou a se chamar Arraial de Congonhas, devido à vegetação que cobria os seus campos: a planta congonha. Mas a produção aurífera foi efêmera e o arraial permaneceu atrofiado durante toda a primeira metade do século XVIII. Há alguma controvérsia sobre a data de criação da freguesia de Congonhas. Xavier da Veiga cita sua criação por Alvará Régio de 03 de abril de 1745, entretanto, o Cônego Trindade menciona o ano de 1734 e, segundo ele, a Freguesia foi elevada à condição de Colativa por Alvará de 06 de novembro de 1749. O livro de Lotação das Freguesias do Arquivo Eclesiástico de Mariana registra informação mais detalhada e confiável: "Foi erigida por ordem de Sua Magestade em 1734 e depois, pelo Ordinário, em curato e, pelo Alvará de 13 de abril de 1745, foi mandada declarar natureza colativa, em lugar da Nossa Senhora da Conceição do Ribeirão do Carmo que pela sua elevação à Cabeça da Diocese, passou a ser curato amovível a arbítrio do Prelado".

Sendo assim, de conformidade com o Alvará Régio de 13 de abril de 1745, foi criada a paróquia, sem, contudo, nunca ter sido elevada à categoria de Vila. O Distrito foi criado pelo Alvará de 06 de novembro de 1746, passando a se denominar Congonhas do Campo. Com a confirmação do distrito pela lei nº 2 de 14 de setembro de 1891, Congonhas do Campo foi ligada à Comarca de Ouro Preto. Mais tarde, através da lei Estadual de 07 de setembro de 1923, o distrito foi transferido do município de Ouro Preto para o de Queluz de Minas. Neste período, o Arraial de Congonhas do Campo era dividido em dois grandes bairros. De um lado o da Matriz e do outro o de Matosinhos, com suas amenas rivalidades. O lado da Matriz pertencia ao município de Ouro Preto e o lado de Matosinhos pertencia  a Queluz de Minas, hoje Conselheiro Lafaiete.

A unificação dos dois distritos representava a mais alta aspiração de toda a população. Para isso, os partidos políticos da época conseguiram que Ouro Preto abrisse mão de sua parte, do lado da Matriz, para que pudesse ser feita a unificação com o lado de Matosinhos. Após a unificação, o distrito de Congonhas do Campo passou a pertencer ao município de Queluz de Minas e a partir daí ganhou primeiramente a luz elétrica e depois a estrada de ferro bitola larga da Central do Brasil, indicadores de grande progresso naquela época. O distrito, apesar de pobre, possuia riquezas até então pouco exploradas e tinha condições de chegar a município, pois seu solo era rico em ferro, calcário, cristais de rocha e ouro. Depois da unificação dos distritos, o município de Congonhas do Campo foi finalmente criado, juntamente com o distrito de Lobo Leite, através do Decreto Lei Estadual nº 148 de 17 de dezembro de 1938. O Decreto Lei Estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, incorporou um novo distrito ao município, o do Alto Maranhão, transferido de Conselheiro Lafaiete, compondo uma nova divisão administrativa formada pelos três distritos citados, que é vigente até hoje.

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