ACHMG

Itapecerica

Região das manifestações

História e Palavra do Prefeito

História de Itapecirica

 

Na conquista diária de seu sustento, o homem, seguindo a determinação do Criador, se empenha na prática do único modo seguro de garantir-lhe os meios necessários a tal conquista, o trabalho em que usa suas aptidões, naturais ou adquiridas, de cujo produto se sustenta e provê a previdência de amanhã. Contudo, certos homens, desde sempre almejando subtrair-se à disciplina rígida imposta pela prática do labor produtivo como condição inescapável para que este produza benefícios e faça evoluir o adestramento, em repetição constante, colocam suas mentes irrequietas na imaginação de meios que os façam obter os mesmos ganhos ou maiores, trilhando vias menos ásperas.

Tais mentes sempre criaram lendas da existência de eldorados onde as riquezas podiam ser conquistadas através de procedimentos menos sistemáticos, com maior rapidez e abundância compensadora.

Daí o surgimento, de tempos em tempos, quando condições especiais o ensejavam, febricitantes notícias de locais assim, as quais permaneciam em crescente efervescência enquanto perdurassem ditas condições especiais.

Foi justamente o que aconteceu na história do nascimento de nossa terra. O Brasil nascente, com suas imensas florestas, seus indígenas acessíveis, narrando coisas fantásticas, tinha todos os ingredientes para fomentar as fantasias de regiões cobertas de ouro, prata e inúmeras outras riquezas minerais a brotarem da terra fértil, incendiando imaginações cobiçosas.

A capitania de Goiás, situada mais para o interior da terra descoberta, passou a ser tida como o novo eldorado, com montanhas de esmeraldas, ouro e prata, faiscando sob o sol fulgurante.

Para lá partiram ávidos os homens, pelos caminhos da Província das Minas Gerais, que se postava entre o litoral e as paragens mais internas da virgem terra, abrindo picadas na rudeza das matas inexploradas.

Nesse afã, em meio do caminho, foram ter a uma região, amena e agradável, onde passaram a pousar, uns mais tempo outros menos, alguns ficando em demora, em razão do que a dita região resolveu-se chamar Conquista do Campo Grande da Picada de Goiás.

Pelas picadas abertas, por volta do final da década dos anos trinta do século XVIII surgiu, na região, o indócil bandeirante, Feliciano Cardoso de Camargo, na ânsia de achar ouro, por ali mesmo, na região da conquista. Seus olhos treinados, conduziram-no a dois ribeiros a que deu o nome de Tamanduá e Rosário e seu tino aguçado vislumbrou a existência de ouro de aluvião no leito de ambos principalmente no Tamanduá. A extração que se deu logo a seguir se mostrou compensadora.

A notícia se espalhou levada aos quatro ventos pelos viajantes que, pelas picadas, iam e vinham, atraindo a avidez dos mineradores atentos que, em considerável número acorreram ao local situado na região da Conquista do Campo Grande da Picada de Goiás.

Afirma-se que, devido ao grande afluxo de gente que se abancou no local, já no ano seguinte ao da descoberta aquele aglomerado organizara-se, por si mesmo, naturalmente, constituindo um arraial, em seguro indício de que a extração de ouro comportava quantidade compensadora, o que atraia cada vez mais gente, crescendo mais e mais o arraial situado na Conquista do Campo Grande da Picada de Goiás, cuja importância acabou por despertar a atenção da Vila de São José Del´Rey, hoje Tiradentes, cuja Câmara resolveu tomar posse, não só do arraial como também dos mananciais descobertos, oficializando sua resolução em acórdão datado de 30 de maio de 1744, vindo São José Del´Rey, no mês seguinte, no dia 18, imitir-se solenimente na posse deliberada, sob o comando do Juiz Ordinário, Capitão Mor Manoel de Seixas da Fonseca, dando-se ao arraial, oficialmente, o nome de arraial de São Bento e se nomeando, no ato, suas autoridades, sendo Almotacé, o Capitão Vicente Ferreira da Costa; Tabelião, Miguel da Costa; Juiz Vintenário Joaquim Pereira; e Escrivão, Manoel da Silva Gral.

Assim, criado oficialmente o arraial de São Bento, sob o domínio de São José Del´Rey, ficara acertada a situação sob a ótica do poder temporal, mas, naquela época em que este poder se atrelava ao espiritual, ficara faltando a solução quanto a este o que foi definitivamente equacionado, após experimentos provisórios, alguns anos depois, quando se criou, por provisão episcopal de 15 de fevereiro de 1757, a Freguesia (paróquia) do Arraial de São Bento, havendo-se nomeado como seu primeiro Vigário o Padre Gaspar Álvares Gondim, que exerceu com brilhantismo suas funções, fazendo a Freguesia render 17 mil cruzados de dízimo e se fazendo amado do povo do arraial, que se levantou em pé de guerra, em sua defesa, quando o Vigário de São José Del´Rey, talvez em razão do dízimo avultado, quis transformar a rendosa freguesia em simples capela filial da Matriz de São José Del´Rey, afastando o Padre Gaspar.

Em 1789 o Visconde De Barbacena, então Governador das Minas Gerais resolveu promover o arraial a Vila, que foi criada por Alvará editado em 20 de novembro de 1789, erguendo-se o pelourinho, símbolo da autoridade, atrás da Igreja Matriz, em 18 de janeiro de 1790, elegendo-se, de imediato, a primeira Câmara do Município e Vila, integrada pelos ilustres componentes, Domingos Rodrigues Gondim; Bel. João Pinto Caldeira, Antônio Garcia de Melo, José Joaquim Carneiro, José Ferreira Gomes e Antônio Joaquim de Ávila.

Assim nasceu nossa terra no ano da Revolução Francesa e da Inconfidência Mineira, sob a égide, pois, de ideais libertários, que, com a queda da Bastilha, símbolo do autoritarismo, principiavam a bafejar o mundo.

Em 04 de outubro de 1862, pela Lei n°1.148, daquela data, da Assembléia Legislativa da Província de Minas Gerais, a denominação de Vila foi mudada para cidade, continuando o nome, São Bento do Tamanduá, até 1882, quando, pela Lei n°2.995, de 19 de outubro daquele ano, o nome da cidade passou a ser Itapecerica que, em Tupi-guarani significa “penha escorregadia ou penhasco de encosta lisa”.

Lindolfo Pena Pereira
Prefeito Municipal

Palavra do Prefeito

 

“Cidade das Rosas”, “Atenas do Oeste”, Pólo Cultural do Centro-Oeste Mineiro. Assim é conhecida a cidade de Itapecerica.

Itapecerica da arquitetura colonial, da arte barroca de suas igrejas, herança de lúcidos pensamentos, terra de grandes homens, da música e seus músicos brilhantes, maestros exímios e políticos importantes.

Itapecerica das trilhas abertas por mãos fortes e corajosas em busca de riquezas minerais no rumo da Picada de Goiás.

Uma das primeiras vilas de Minas Gerais, a oeste dos núcleos auríferos, erguida no período colonial, tornando-se oficialmente arraial e município em 20 de novembro de 1789, e passando à condição de cidade, com o nome atual, em 1862, o que nada, na realidade, mudou, visto como vila e cidade ostentavam idêntica conotação jurídica.

Venha conhecer Itapecerica, cidade aprazível, acolhedora e que, com grande hospitalidade, recebe a todos com carinho.

Desfrute das belezas, de suas igrejas, casarões, cachoeiras, museu e praças e participe de seus eventos, famosos em toda Minas Gerais, como o Festival Gastronômico, o Festival de Inverno e o Reinado do Rosário. Tradições e patrimônios que sobrevivem de modo dinâmico sublimando Itapecerica para o turismo cultural e de eventos.