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Lagoa Santa

Regiao das tradições

História e Palavra do Prefeito

História de Lagoa Santa

 

A cidade de Lagoa Santa é conhecida internacionalmente devido aos numerosos vestígios arqueológicos e paleontológicos conservados em suas numerosas cavernas, grutas e formações rochosas, cujos estudos foram iniciados no século XIX pelo cientista dinamarquês Peter Wilhelm. Lund.

Doutor Lund

Peter Wilhellm Lund, cientista dinamarquês diplomado pela Universidade de Copenhague, chegou à lagoa Santa em 17 de outubro de 1835 e morou aqui até seu falecimento em 25 de maio de 1880. Foi cognominado “Pai da Paleontologia Brasileira”. Fez estudos e pesquisas na região de Lagoa Santa, onde, explorando mais de oitocentas cavernas encontrou numerosos crânios de caracteres bem primitivos. Os achados de Lund constituem os primeiros descobrimentos dessa espécie realizados na América e uns dos primeiros do mundo. Quatrofagis deu ao tipo humano encontrado por este paleontologista o nome de “Raça de Lagoa Santa”. Dessa forma o cientista dinamarquês colocou Lagoa Santa no rol do mundo científico, o que contribuiu para o conhecimento da Pré-história na América do Sul.

Lund viveu durante 44 anos em Lagoa Santa, onde coletou várias espécies de plantas e fósseis da chamada “megafauna” brasileira, como o “Tigre- dente-de-sagre”, o gliptodonte ( tatu gigante) e o Megatério (preguiça gigante), encontrados em boas condições de conservação, graças às condições do ambiente cárstico da região. Tais achados contribuíram significativamente para os estudos sobre o evolucionismo de Charles Darwin, no século XIX.

Além desses achados, Lund também se notabilizou por ter encontrado fósseis do chamado “ homem de Lagoa Santa”, impulsionando os estudos que nos permitiram conhecer um pouco sobre a pré-história da região. Os vestígios mais antigos da ocupação da região de Lagoa Santa datam de, aproximadamente, 11,5 mil anos. Esses primeiros povoadores pertenciam a grupos nômades de caçadores-coletores. De acordo com as evidencias encontradas, viviam em acampamentos sazonais, adotando uma dieta que privilegiava vegetais e frutas do cerrado, em virtude de sua abundancia em relação à caça na região.

A profusão de vestígios fósseis, a importância atribuída a esses achados e os estudos empreendidos por Peter W. Lund na região atraíram, desde a primeira metade do século XIX, a atenção de renomados cientistas e naturalistas, como Burmeister, Richard Burton, Agassiz, Riedel e Warming entre outros. No início da década de 1970, a região passou a ser estudada pela Missão Franco-Brasileira, sob coordenação da arqueóloga Anette Laming-Emperaire, do Museu do Homem, de Paris, e a participação de importantes cientistas brasileiros. A misão notabilizou-se pela descoberta do fóssil humano considerado o mais antigo das Américas, conhecido como “Luzia”.

A colonização mais recente da região de Lagoa Santa se deu por volta dos últimos decênios do século XVII, associada à bandeira de Fernão Dias Paes que subiu o Rio das Velhas à procura de metais e pedras preciosas.

A região de Lagoa Santa, desbravada pela Bandeira de Fernão Dias Pais, uma das mais importantes expedições pesquisadoras de minerais preciosos do século XVII, está inserida no contexto dos primórdios do povoamento das Minas Gerais. A região também serviu de cenário para eventos dramáticos dessa fase inicial da colonização, como a execução de José Dias, levado à forca a mando do pai, Fernão Dias Pais, e pelo co assassinato do fidalgo Dom Rodrigo D’ el Castel Blanco pelo bandeirante Borba Gato. Elevado em 1861 pelo rei de Portugal, D. João I, a “Administrador das Minas que encontrasse descobertas e por descobrir”, Dom Rodrigo desentendeu-se com Borba Gato, que, com a morte de seu sogro Fernão Dias, se via investido de seus poderes, e não aceitou se submeter a Castel Blanco, tido pelo mesmo como um usurpador. No suposto local onde Dom Rodrigo foi morto e enterrado, ainda é possível vislumbrar o cruzeiro erguido em homenagem a ele.

A ocupação da região iniciou-se por volta de 1733,, quando Felipe Rodrigues, um tropeiro remanescente das antigas expedições bandeiristas, estabeleceu-se junto a um pequeno sangradouro da lagoa central, cultivando cereais, cana-de-açúcar e erigindo um pequeno engenho de aguardente. Teria sido ele quem primeiro sentiu os efeitos benéficos das águas da lagoa, que durante muito tempo foram consideradas milagrosas. Ao lavar algumas feridas existentes em seu corpo com a água da lagoa, Felipe Rodrigues constatou , em pouco tempo,uma significativa melhora. A notícia da cura se espalhou rapidamente, atraindo a atenção para as propriedades curativas da lagoa, que passou a ser considerada como “santa”.
A notícia das curas espalhou-se, cruzando o Atlântico e chegando à Lisboa, onde a comercialização de barris de suas águas foi posteriormente impugnada pelo rei, em vista aos prejuízos decorrentes dessa concorrência para com as águas de Caldas.

Inicialmente, o povoado recebeu o nome de “Lagoa Grande” e “ALagoa das Congonhas das Minas do Sabarabussu”. As propriedades curativas da lagoa, no entanto, contribuíram para a escolha definitiva do nome atual, assim como a escolha da padroeira, Nossa Senhora da Saúde, que seria homenageada com a construção de uma capela.

Em meados de 1842, a região de Lagoa Santa se tornaria palco de combates durante a Revolução Liberal de 1842. Na cidade, a população apoiava abertamente os rebeldes, ajudando principalmente na distribuição de munição. No ato final, depois da vitória de Duque de Caxias no desfecho de Santa Luzia, uma parte considerável dos rebeldes se retiraram tomando o caminho de Lagoa Santa, o que é um sinal claro do engajamento da população com a causa liberal. Os combates se deram na Mata das Jangadas, nas proximidades da Lagoa Central.

Em seus primórdios, Lagoa Santa, fazia parte do município de Sabará. Em 1923, passou a subordinar-se à Santa Luzia do Rio das Velhas, atual Santa Luzia, sendo elevado à condição de vila. Em 17 de dezembro de 1938, através do Decreto-Lei n.148, foi finalmente elevada à categoria de cidade.



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