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Ouro Preto

Região das artes

História e Palavra do Prefeito

História de Ouro Preto

 

Em 1698, uma expedição de paulistas vinha à procura de ouro, chefiada pelo bandeirante Antônio Dias e acompanhada pelo Padre Faria, avistaram o procurado Pico do Itacolomi. A montanha pontuada vinha sendo mencionada há muito como o ponto de referência do local onde um certo mulato encontrou umas pedras negras que guardou e levou para Taubaté, onde verificou-se ser ouro puro. A partir daí aumenta o número de bandeiras que se dirigem à região. O metal é abundante, encontrado no leito e às margens dos rios e nas encostas dos morros. No início do XVIII, incrementa-se o desenvolvimento de incipientes arraiais mineradores.

A cada dia os pequenos arruamentos ganham novas edificações, e o comércio surge com certa intensidade, dando configuração urbana à primitiva região mineradora. Com o correr do tempo, os arraiais mineradores crescem e a distância que os separa diminui. Os arraiais de Antônio Dias e Ouro Preto se unem no morro de Santa Quitéria, onde hoje está a Praça Tiradentes. O visível crescimento desses arraiais leva o governador da capitania, Antônio de Albuquerque, a criar, em 1711, Vila Rica. Em 1763, já se vislumbra a decadência do ouro e o iminente colapso econômico, levando a Coroa a criar novos impostos que vão culminar na famosa Inconfidência Mineira. Em 1823, Ouro Preto é elevada a capital da Província de Minas Gerais, passando a se chamar Imperial Cidade de Ouro Preto, permanecendo como tal até 1897, quando é transferida a capital para Belo Horizonte.

A Cidade Histórica de Ouro Preto foi o primeiro sítio brasileiro considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, título que recebeu em 1980. Ainda em 1933, foi considerado patrimônio estadual e em 1938, o conjunto urbano é tombado pelo antigo SPHAN, abrangendo os conjuntos arquitetônico, urbanístico e paisagístico deste sítio histórico. E a primeira constatação é que das primitivas cidades históricas de Minas, que foram elevadas à vila em 1711 e nos anos subseqüentes, somente Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Serro e Diamantina possuem conjuntos urbanos expressivos ainda preservados, com harmonia arquitetônica, o que se deve principalmente ao trabalho do IPHAN. Ao todo, mais de 1.000 imóveis compõem o conjunto tombado como Patrimônio Nacional, que só exclui os bairros da Saramenha e Bauxita. Apesar de estarem na área preservada, 44 monumentos são tombados separadamente.

Palavra do Prefeito

 

Ouro Preto é síntese e símbolo do patrimônio cultural de Minas e do Brasil. Aqui as raízes da história e da arte se aprofundam até os primeiros dias da civilização do ouro e dos diamantes, pelo que sentimos, nas ladeiras e adros, que o passado está vivo e nos abre as portas do futuro. Monumento nacional (1933) e mundial (1980), a antiga capital de Minas impressiona e comove, fascina, enleva e apaixona. Visitar Ouro Preto é redescobrir a nossa terra na dimensão mais alta da sensibilidade brasileira.

Ângelo Oswaldo de Araújo Santos
Prefeito de Ouro Preto