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Sabará

Regiao das tradições

História e Palavra do Prefeito

História de Sabará

 

Sabará foi o primeiro povoamento de Minas Gerais. Sua história tem raízes nos primórdios da colonização do Brasil e está intimamente relacionada à lenda do sabarabuçu, região de limites imprecisos que atraiu inúmeros aventureiros. O sabarabuçu fervilhou na imaginação dos colonizadores que buscavam no sertão “uma serra feita de prata e pedras preciosas”.

O nome Sabará tem várias interpretações, sendo uma das mais prováveis a corruptela do tupi-guarani sabaá (enseada, curva do rio) e buçu (grande), designando o encontro do rio Sabará com o rio das Velhas. Próximo à barra do Sabará emerge a Serra do Sabarabuçu (hoje Serra da Piedade) que se estende até o município de Caeté, com o cume a 1.746 metros de altitude.

Ao longo da serra se encontram ricas jazidas de ouro e minério de ferro, exploradas até os dias atuais.

No decorrer dos séculos XVIII e XIX, a mineração do ouro na região do rio das Velhas e seus afluentes deu surgimento a várias povoações. Em 1674, chegou à região a bandeira de Fernão Dias Paes que iniciou o processo de organização urbana dos núcleos mineradores. Antes, plantou-se uma roça grande, pouco abaixo da barra do rio Sabará, dando início ao mais importante arraial fundado pela bandeira paulista. Junto com Fernão Dias veio seu genro Manuel de Borba Gato, que o substituiria e receberia, mais tarde, o título de Superintendente das Minas do Rio das Velhas. Tendo como sede o arraial da Roça Grande, Borba Gato realizou um trabalho administrativo bastante elogiado.

Outro arraial de destaque foi o da Barra do Sabará, centro comercial estratégico diretamente ligado à Estrada Real. Em 1711, foi elevado à condição de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, também conhecida por Vila do Sabará. Três anos depois, tornou-se sede da extensa Comarca do Rio das Velhas, cuja jurisdição alcançava os limites com Goiás, Pernambuco e Bahia.

A vila do Sabará abrigou gente das mais variadas origens, como os artífices que se expressaram de forma admirável, especialmente na arquitetura religiosa, destacando-se ainda uma ourivesaria famosa pela qualidade e beleza.

Dentre os templos mais destacados do Sabará estão a matriz da Senhora da Conceição e a capela de influência oriental dedicada à Senhora do Ó. Na igreja da Ordem Terceira do Carmo trabalharam o Mestre Aleijadinho e outros contemporâneos, como Francisco Vieira Servas. A rua Direita, principal artéria da vila, conservou a arquitetura colonial de sobrados e casarões, enquanto a arte teatral fixou-se na Casa da Ópera, o segundo teatro mais antigo do país, em cujo palco atuaram as maiores companhias do século XIX.

Os ricos filões auríferos, lavrados durante anos a fio, contou com o trabalho do negro escravo, trazido da África sob a severa vigilância das autoridades portuguesas. A cultura negra mesclou-se aos costumes dos colonizadores e dos nativos, moldando a formação do povo sabarense. Exemplo dessa miscigenação foram as corporações musicais de mulatos cuja qualidade ultrapassou as fronteiras do Sabará.

O fastio do Ouro fez a Coroa Portuguesa instalar as casas de fundição, onde eram cobrados impostos sobre a produção aurífera. Extintas as casas, o prédio da Intendência e Fundição do Ouro do Sabará permaneceu como o único exemplar arquitetônico de sua categoria existente no país, transformando-se no Museu do Ouro. As jazidas auríferas do Sabará são atualmente exploradas pela AngloGold Ashanti South América, sucessora da inglesa Morro Velho, sediada em Nova Lima, entre outras.

Terminado o ciclo do ouro, Sabará manteve uma relativa atividade comercial até boa parte do século XIX. O transporte fluvial foi explorado pela Companhia de Navegação do Rio das Velhas que tinha tráfego regular de vapores na direção Rio São Francisco. As atividades foram encerradas por volta de 1891, época da chegada da ferrovia Central do Brasil ao Sabará, antecipando a fase da siderurgia que caracterizou o Ciclo do Ferro. Inauguradas em 1921, as instalações da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira em Sabará logo constituiriam “a primeira usina integrada da América Latina”.

Vivendo os desafios urbanos provocados pela proximidade com a capital, Sabará preserva muito de sua história. Dos antepassados, o sabarense herdou um temperamento festivo e religioso, caracterizado por comemorações como a do Divino Espírito Santo, de Corpus Christi, do Rosário, do Carmo, da Senhora da Conceição e da Senhora do Ó, além da Semana Santa e dos festejos juninos. Enquanto no mês de outubro os grupos de congado dançam no largo do Rosário, em dezembro a Folia de Reis visita as residências com seus cânticos ritualísticos.

Perto do final do ano, as jabuticabeiras florescem, anunciando os preparativos para o Festival da Jabuticaba. Segundo a tradição, a fruta é mais doce quando nascida em solo sabarense. Outro festival, o do ora-pro-nobis, vegetal apreciado por seu alto valor energético e apurado sabor, movimenta o antigo arraial do Pompéu, onde também se faz aguardente de boa qualidade.

Na praça Santa Rita podem ser ouvidos os dobrados executados por bandas de música tradicionais, enquanto o canto coral se faz acompanhar de uma orquestra sacra integrada por jovens músicos. É claro, não faltam os grupos seresteiros no coreto, enquanto ali próximo a comida mineira é servida nos principais restaurantes, não faltando queijo fresco e docinhos caseiros como sobremesa.

O artesanato típico é de fino trato, representado pela Renda Turca de Bicos, protegida por lei como patrimônio cultural imaterial, e pelas Palmas Barrocas utilizadas na decoração dos templos do período colonial. Há outras expressões de interesse que podem ser encontradas através da associação dos artesãos e dos artistas plásticos.

Palavra do Prefeito

 

Governar Sabará é uma honra e um desafio que pretendo cumprir através da construção de um governo comprometido com a ética pública e uma gestão transparente.

O poder público tem o dever de atuar em diversas frentes, objetivando cumprir seu papel de facilitador da vida do cidadão. A qualidade de vida dos sabarenses é nossa meta número um.

Sabará é o primeiro povoamento de Minas Gerais. Uma cidade histórica e com uma gastronomia singular. Todas as nossas conquistas são frutos dos sonhos de um povo forte e empreendedor que demonstra o seu amor todos os dias, fortalecendo a esperança de uma sociedade melhor e mais justa para todos.

No turismo é nossa meta dar apoio aos nossos eventos já consagrados para que se tornem cada vez mais atrativos e auto-sustentáveis. Ter um diálogo permanente com as entidades vinculadas ao trade turístico, no sentido de fortalecer e unificar a divulgação da nossa cidade no Brasil e no exterior. Afinal, temos a convicção de que o turismo surge como mais uma alternativa para a economia local.